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Plantas Medicinais

O uso de plantas para tratar doenças é tão antigo quanto a história da humanidade, mas saber conservar e usar cada tipo é fundamental para garantir que o remédio funcione. Antes de tudo, apague a crença de que tudo que é natural não faz mal. “As plantas necessitam de recursos químicos para se defender, como alguns alcaloides, que, por serem amargos e tóxicos, afastam predadores, ou óleos essenciais, que atraem aves para a polinização”, exemplifica a farmacêutica Ivana Suffredini, da Universidade Paulista, em entrevista à Editora Abril.

“Assim como algumas dessas substâncias podem atuar positivamente no organismo humano, outras provocam sérios danos”, alerta. Para exemplificar, escolhemos algumas plantas bem conhecidas na cultura popular brasileira, inclusive no sul do Brasil.
  • Erva Cidreira


A Erva-cidreira (Melissa officinalis), também conhecida popularmente como "Erva Cidreira Verdadeira", é uma planta perene herbácea da família da menta e da hortelã e do boldo, nativa da Europa meridional. O seu sabor e aroma característicos, frutado, de limão, principalmente nas folhas, deriva do seu óleo essencial do grupo dos terpenos. É também designada de melissa.

As folhas são maiores e mais claras que as da hortelã, ovadas a romboidais ou oblongas e com a margem crenada. Floresce no final do verão. As flores são de pequenas dimensões, de cor esbranquiçada ou róseas e atraem especialmente as abelhas, como se indica já no nome do seu gênero botânico (Melissa provém do grego e significa "abelha"). Nas regiões temperadas, os caules secam durante o inverno, voltando a reverdecer na primavera.

É outra planta muito utilizada na medicina tradicional, como erva aromática e em aromaterapia. É utilizada como antiespasmódica, antinevrálgica e como calmante. Acredita-se que ajude a conciliar o sono.

Melissa officinalis é largamente confundida com a popularmente chamada erva cidreira de folha (Lippia alba), que possui flores lilases e amareladas em logos galhos quebradiços, mas que não possui as mesmas propriedades medicinais que a Melissa officinalis.
  • Babosa


Aloe succotrina e Aloe vera são espécies de plantas conhecidas popularmente como babosa, gel natural e aloés. São nativas do norte de África. Encontram-se catalogadas mais de 200 espécies de Aloe. Deste universo, apenas 4 espécies são seguras para uso em seres humanos, dentre as quais destacam-se a Aloe arborensis e a Aloe barbadensis Miller, sendo esta última reconhecida como a espécie de maior concentração de nutrientes no gel da folha.

O Aloe vera é uma planta utilizada para diversos fins medicinais há muitos anos. Geralmente, é utilizada para problemas relacionados com a pele (acne, queimaduras, psoríase, hanseníase, entre outros). Pesquisadores encontraram relatos do uso desta planta entre civilizações antigas como os egípcios, gregos, chineses, macedônios, japoneses e mesmo citações na Bíblia deixam claro que era comum o uso desta planta na antiguidade.

É um poderoso regenerador e antioxidante natural. A esta planta são reconhecidas propriedades antibacteriana, cicatrizante, capacidade de reidratar o tecido capilar e fechar as cutículas dos cabelos ou dérmico danificado por uma queimadura, entre outras.

A babosa aplicada sobre uma queimadura ajuda rapidamente a retirar a dor, pelo seu efeito reidratante e calmante. Pelo mesmo efeito reidratante lentamente irá reparando o tecido queimado, curando desta forma a queimadura. A babosa tem o poder de reter água para se manter o tempo todo bem hidratada, mesmo sob o calor produzido pelo sol escaldante do deserto.

Aloe vera é um excelente nutriente, com importantes proteínas, vitaminas e sais minerais. Com sua constituição química, permite a penetração na pele e, assim leva importantes nutrientes para as células vivas. Contém várias enzimas cujas atividades não são totalmente compreendidas. A Aloe vera também pode ser utilizada para se regular o trânsito intestinal, sendo muito utilizada para casos de intestino preso e baixa absorção de nutrientes.
  • Hortelã ou Menta


Mentha L. é um gênero botânico da família Lamiaceae, cujas espécies são vulgarmente chamadas mentas ou hortelãs. As hortelãs ou mentas são plantas herbáceas vivazes, compreendendo numerosas espécies, das quais muitas são cultivadas em função de suas propriedades aromáticas, condimentares, ornamentais ou medicinais.

Em suas propriedades medicinais, é usada como antisséptico, aromática, digestivo, estomáquica e expectorante. Em países lusófonos, as espécies deste gênero são popularmente conhecidas como Hortelãs, embora o nome Menta também seja por vezes utilizado.
  • Funcho

Foeniculum vulgare Mill., popularmente erva-doce, funcho, funcho-doce, funcho de Florença ou fiolho é uma planta fortemente aromática comestível utilizada em culinária, em perfumaria e como aromatizante e também é uma planta medicinal. O funcho é nativo da bacia do Mediterrâneo, com variedades na Macaronésia e no Médio Oriente, onde ocorre no estado silvestre, mas é hoje cultivado, sob diversas formas variedades, em todas as regiões temperadas e subtropicais.

No Brasil é utilizada como aromatizante de chás, além de ser comercializado por seu forte aroma.
  • Cavalinha

Equisetum L., é um gênero de plantas da família Equisetaceae, que agrupa as espécies conhecidas pelo nome comum de cavalinhas. Seu nome é de origem latina, composto por "equi" (cavalo) e "setum" (cauda), ou seja, rabo de cavalo. Este gênero também inclui as espécies conhecidas como milho de cobra, erva-carnuda, rabo-de-rato, cauda-de-raposa, rabo-de-cobra, cana-de-jacaré, erva-canudo, lixa-vegetal, cola-de-cavalo, entre outras. Tem propriedades terapêuticas além de ser usada em jardins por seu aspecto de "bambu", porém pequeno.

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