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Girassol | Alternativa ao Biodiesel

O girassol (Helianthus annus L.) é uma planta com características muito especiais, principalmente no que diz respeito ao seu potencial para aproveitamento econômico, tanto em jardins residenciais quanto em grandes plantações para produção. Seus principais produtos são o óleo produzido de suas sementes, ração animal, além de ser amplamente utilizado na alimentação humana. Seu potencial nutritivo é bastante elevado o que faz dos alimentos produzidos a partir deste vegetal, muito ricos e saudáveis.
  • O girassol em parceria com a energia eólica

O girassol é uma planta de porte alto e com raízes profundas. Por esse motivo, o solo para seu plantio deve ser profundo e permeável, para que as raízes nele penetrem e possam suprir a demanda de nutrientes. A época preferencial para o plantio do girassol é de maio a julho, podendo ser cultivado até em abril se houver disponibilidade de irrigação suplementar. É uma planta tolerante às variações climáticas, e às variações de do solo.

A Embrapa Roraima é uma das primeiras a realizar estudos com girassol no Brasil, vem desenvolvendo desde 2000, e em 2001 iniciou estudos de adubação nitrogenada para a cultura. 
O óleo dessa oleaginosa também pode ser usado como combustível. Experiência feita em São Paulo mostra que biodiesel é viável sem necessidade de adaptação de motores.
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Tratores e caminhões da Ataliba Leonel, uma fazenda de produção de sementes da Secretaria de Agricultura de São Paulo, estão usando 100% do chamado biodiesel de girassol em seus motores. Os resultados são, segundo a empresa, muito bons. As máquinas apresentam um rendimento 10% maior por litro consumido em relação ao diesel convencional e não há sinais de desgaste além do normal nos equipamentos.
  • Aproveitado também pelos insetos

Considerando-se o aproveitamento da torta resultante da prensagem, o custo do biodiesel de girassol chega a ser até 20% menor que o do derivado de petróleo. Temos também de considerar o ganho ambiental, pois o óleo de girassol não tem componentes de chumbo e enxofre que poluem a natureza, como o diesel proveniente do petróleo.
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As pesquisas se ampliaram em todo o Brasil. O objetivo é criar um modelo que possa atender às unidades rurais produtivas, como fazendas, granjas, cooperativas e associações de produtores. O mesmo óleo que serve para movimentar os motores, inclusive os de irrigação e das colhedoras, pode ser usado na geração de energia elétrica e na cozinha. É o óleo virgem, obtido a partir da prensagem das sementes do girassol. O mesmo óleo da prensagem de grãos de girassol, sem nenhum processamento, que é utilizado na cozinha serve também para movimentar motores, inclusive os de irrigação, os elétricos e dos tratores.
  • Uma importante planta nos jardins pelo mundo

Na prática isso funciona assim: o óleo é extraído numa pequena prensa com capacidade para 40 quilos de grãos por hora. Cada quilo de sementes rende de 350 a 450 gramas de óleo. A prensagem é feita a frio, sem uso de solventes, e o produto é colocado em galões. É o óleo puro, sem nenhum aditivo. A retirada da glicerina, um dos componentes do óleo de girassol, com a adição de etanol e de um catalisador melhora ainda mais o rendimento no motor. A torta que sobra da moagem é um componente de alto teor nutritivo para rações animais, são 24% de pura proteína. E os restos da cultura podem ser utilizados para silagem.

O biocombustível de girassol comprovadamente não é o mais eficiente dos biocombustíveis existentes, mas é mais uma alternativa ao petróleo finito. O grande problema da cultura do girassol é o cultivo em grande escala que necessita de espaço.

*Desenvolvido em parceria com a Embrapa Roraima

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