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Flora em Risco | Sul do Brasil

O sul do Brasil sofre atualmente com algumas plantas em risco, em processo de extinção ou já extintas. Alguns motivos são apontados como o histórico uso agrícola e agropecuário granjeiro, grandes obras (usinas hidrelétricas e indústrias) e a constante liberação de lixo e resíduos tóxicos.

Outros especialistas indicam outras causas específicas que estariam degradando o ambiente indiretamente. Nos últimos 10 anos, porém segundo o Ministério do Meio Ambiente, o desmatamento no sul do Brasil tem diminuído e se acentuado na região da Amazônia, grandes áreas são destruídas para o agronegócio.

No sul, muito se deve às recentes políticas implantas de Área de Reserva Legal, que, dependendo do tamanho da propriedade, há uma porcentagem obrigatória de área que deve ser destinada à preservação permanente. Nos grandes centros regionais, como Porto Alegre, Chapecó e Florianópolis a demanda por vegetação vem se tornando polêmica, a grande concentração de pessoas diminui o espaço disponível.

No centro dessas cidades, as leis são de que em cada terreno não se construa mais um prédio de menos de determinados andares, impossibilitante áreas de arborização. Mesmo com a diminuição da degradação algumas espécies estão ameaçadas e abaixo elencamos cinco espécies que estão em seu respectivo nível de risco.
  • Araucaria angustifolia:

A famosa planta do Paraná, mas que está também bastante presente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul está vulnerável, sofre risco de extinção a médio prazo. Todos os anos produz o famoso pinhão, que é muito popular no início do outono. É uma gimnosperma.
  • Butia capitata

O popular "butiá" é uma palmeira popular nos jardins do interior, depois de alguns anos de vida produz frutos pequenos e agridoces, floresce de setembro a janeiro e frutifica de dezembro a março. Sofre risco de extinção alto em futuro próximo. Frequentemente pode ser observada em estado de cultivo em jardins e praças, em virtude do seu belo aspecto e suas vistosas inflorescências, sobre tudo nas cidades próximas ao litoral.
  • Butia eriospatha

Outra espécie de "butiá", esse mais popular na natureza, muitas vezes associada a araucária. Também produz frutos, porém mais azedos e menores ao do capitata. É uma espécie de palmeira comum nos campos de Santa Catarina, Parana e do Rio Grande do Sul. Tem seus frutos bastante apreciados tanto pela fauna quanto pelo homem. Ocorre sob áreas de campos abertos. Também sofre risco de extinção alto em futuro próximo.
  • Podocarpus sellowii

Conhecido por "pinheiro-bravo", é uma pequena árvore, nativa das áreas de altitude da Mata Atlântica, ocorrendo desde o Nordeste até o Rio Grande do Sul. Há referências na bibliografia de ocorrência dessa espécie para áreas de altitude. Não são encontradas facilmente, e sofrem risco extremamente alto de extinção em futuro próximo. 
  • Dicksonia sellowiana: 

O "xaxim", que até pouco tempo atrás era usado para suporte de plantio de orquídeas e bromélias, está em risco de extinção alto em futuro próximo. Se encontra em matas virgens e normalmente em áreas ao leste da região.

*Fonte: Flora Digital do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e Ministério do Meio Ambiente. Foram usados somente dados de domínio público, como nomenclatura de espécies e nível de risco.

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